“Tu, de quantos dragões o Inferno encerra,
És o pior, Inveja pestilente!
Morde a virtude, ao mérito faz guerra
Teu detestável, teu maligno dente.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Tu, de quantos dragões o Inferno encerra,
És o pior, Inveja pestilente!
Morde a virtude, ao mérito faz guerra
Teu detestável, teu maligno dente.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Aquele canta e ri; não se embaraça
Com essas coisas vãs que o mundo adora
Este (oh, cega ambição!) mil vezes chora
Porque não acha bem que o satisfaça.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Nas paixões a razão nos desampara.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Por entre a chuva de mortais peloiros
A nua fronte enriquecer de loiros
Eu procuro, eu desejo,
Para teus mimos desfrutar sem pejo,
Pois quem deste esplendor se não guarnece,
Não é digno de ti, não te merece.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Um tímido pudor activos fogos
Contrariava em vão, em vão retinha
Ignotos medos, sôfregos desejos.
Suspensa e curiosa, eu esperava
Gostosa cena, em que prolixas noites
Pensando o que seria, despendera.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“De Amor os gozos são como o diamante,
Que, sem o engaste que tocar-lhe veda,
Perdera a polidez, perdera o brilho.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“De quantas cores se matiza o Fado! Nem sempre o homem ri, nem sempre chora, Mal com bem, bem com mal é temperado.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Faço a paz, sustento a guerra,
Agrado a doutos e a rudes,
Gero vícios e virtudes,
Torço as leis, domino a Terra.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Só tu, meu bem, me arrebatas
A vontade, o pensamento;
Vivo de ver-te e de amar-te,
E detesto o fingimento.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Mas, ah tirano Amor! Ou cedo ou tarde
É forçoso aos mortais sofrer teu jugo;
Amor, tu és um mal que fere a todos:
Longa experiência contra ti não vale,
Ou Virtude, ou Razão, só vale a Morte.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Amor em sendo ditoso
Costuma ser imprudente,
E nos gestos de quem ama
Logo o vê quem o não sente.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Ingénuo, tem conta de ti!
No mundo há muitos enganos
(Eu o sei, porque os sofri);
Os bons padecem mil danos
Julgando os outros por si.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Dos homens ignoras
A índole errante?
Quem é muito amado
Não é muito amante.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
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