Frase de Manuel Maria Barbosa du Bocage

Por entre a chuva de mortais peloiros
A nua fronte enriquecer de loiros
Eu procuro, eu desejo,
Para teus mimos desfrutar sem pejo,
Pois quem deste esplendor se não guarnece,
Não é digno de ti, não te merece.
(Manuel Maria Barbosa du Bocage)

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De quantas cores se matiza o Fado! Nem sempre o homem ri, nem sempre chora, Mal com bem, bem com mal é temperado.

(Manuel Maria Barbosa du Bocage)

Aquele canta e ri; não se embaraça Com essas coisas vãs que o mundo adora Este (oh, cega ambição!) mil vezes chora Porque não acha bem que o satisfaça.

(Manuel Maria Barbosa du Bocage)

A frouxidão no amor é uma ofensa, Ofensa que se eleva a grau supremo; Paixão requer paixão; fervor e extremo Com extremo e fervor se recompensa.

(Manuel Maria Barbosa du Bocage)

O vento não se mexe, nem respira ; Deixam de namorar-se os passarinhos, Para me ouvir chorar ao som da lira.

(Manuel Maria Barbosa du Bocage)