“Vai sempre avante a paixão,
Buscando seu doce fim;
Os amantes são assim:
Todos fogem à razão.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Vai sempre avante a paixão,
Buscando seu doce fim;
Os amantes são assim:
Todos fogem à razão.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Da glória, que não é romper muralhas,
Tragar a natureza,
Ou nutrir ilusões, dar vulto ao nada,
Mas em jugo macio
Docemente prender geral vontade.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“O vento não se mexe, nem respira ;
Deixam de namorar-se os passarinhos,
Para me ouvir chorar ao som da lira.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Vós suspirais pela posse
Das externas perfeições;
Vós cobiçais os deleites,
Eu cobiço os corações.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Sacode o jugo, despedaça os ferros,
A vaidade te anime.
Quase tudo o que é raro, estranho, ilustre,
Da vaidade procede,
Móvel primeiro das acções pasmosas.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Política feroz, que sempre armada
De bárbaros pretextos,
À morte horrenda em lúgubre teatro
Dás vítimas sem conto,
Apoucas e destróis a Humanidade,
Afectando mantê-la.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Meus pensamentos se apuram,
Apuram-se os meus desejos
No ténue filtro celeste
De teus espontâneos beijos.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Virtude os meios ama, odeia extremos;
Extremos são no mundo ou erro ou culpa.
Do mesmo que abrilhanta a Humanidade
Longe, longe, ó mortais, o injusto excesso!”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“A frouxidão no amor é uma ofensa,
Ofensa que se eleva a grau supremo;
Paixão requer paixão; fervor e extremo
Com extremo e fervor se recompensa.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Basta, cega paixão, loucos amores;
Esqueçam-se os prazeres de algum dia,
Tão belos, tão duráveis como as flores.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Triste quem ama, cego quem se fia.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Os Homens não são maus por natureza;
atractivo interesse os falsifica,
A utilidade ao mal, e ao bem o instinto
Guia estes frágeis entes.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
“Morrer é pouco, é fácil; mas ter vida
Delirando de amor, sem fruto ardendo,
É padecer mil mortes, mil infernos.”
Manuel Maria Barbosa du Bocage
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