Há 25 frases de Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Vai sempre avante a paixão,
Buscando seu doce fim;
Os amantes são assim:
Todos fogem à razão.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Da glória, que não é romper muralhas,
Tragar a natureza,
Ou nutrir ilusões, dar vulto ao nada,
Mas em jugo macio
Docemente prender geral vontade.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

O vento não se mexe, nem respira ;
Deixam de namorar-se os passarinhos,
Para me ouvir chorar ao som da lira.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Vós suspirais pela posse
Das externas perfeições;
Vós cobiçais os deleites,
Eu cobiço os corações.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Sacode o jugo, despedaça os ferros,
A vaidade te anime.
Quase tudo o que é raro, estranho, ilustre,
Da vaidade procede,
Móvel primeiro das acções pasmosas.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Política feroz, que sempre armada
De bárbaros pretextos,
À morte horrenda em lúgubre teatro
Dás vítimas sem conto,
Apoucas e destróis a Humanidade,
Afectando mantê-la.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Meus pensamentos se apuram,
Apuram-se os meus desejos
No ténue filtro celeste
De teus espontâneos beijos.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Virtude os meios ama, odeia extremos;
Extremos são no mundo ou erro ou culpa.
Do mesmo que abrilhanta a Humanidade
Longe, longe, ó mortais, o injusto excesso!

Manuel Maria Barbosa du Bocage

A frouxidão no amor é uma ofensa,
Ofensa que se eleva a grau supremo;
Paixão requer paixão; fervor e extremo
Com extremo e fervor se recompensa.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Basta, cega paixão, loucos amores;
Esqueçam-se os prazeres de algum dia,
Tão belos, tão duráveis como as flores.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Os Homens não são maus por natureza;
atractivo interesse os falsifica,
A utilidade ao mal, e ao bem o instinto
Guia estes frágeis entes.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Triste quem ama, cego quem se fia.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

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Manuel Maria Barbosa du Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Biografia: Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage foi um poeta português e, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX.

Nascimento: 15 de Setembro de 1765

Morte: 21 de Dezembro de 1805