“Tem o povo - mar violento
Por armas - o pensamento,
A verdade por farol
E o homem, vaga que nasce
No oceano popular,
Tem que impelir os espíritos,
Tem uma plaga a buscar.”
Castro Alves
“Tem o povo - mar violento
Por armas - o pensamento,
A verdade por farol
E o homem, vaga que nasce
No oceano popular,
Tem que impelir os espíritos,
Tem uma plaga a buscar.”
Castro Alves
“E bradei: 'Meu canto, voa,
Terra ao longe! terra à proa!
Vejo a terra do porvir!”
Castro Alves
“O livro caindo na alma,
é germe que faz a palma,
é chuva que faz o mar.”
Castro Alves
“Oh! por isso, Maria, vês me curvo
Na face do presente escuro e turvo
E interrogo o porvir;
Ou levantando a voz por sobre os montes,
'Liberdade' pergunto aos horizontes,
'Quando enfim hás de vir?'”
Castro Alves
“Oh! bendito o que semeia
Livros, livros, à mancheia
E manda o povo pensar...”
Castro Alves
“Eu já não tenho mais vida! Tu já não tens mais amor! Tu só vives para o riso, eu só vivo para dor.”
Castro Alves
“A justiça do escravo está na força.”
Castro Alves
“Toda noite - tem auroras,
Raios - toda escuridão,
Moços, creiamos, não tarda
A aurora da redenção.”
Castro Alves
“Era o relampejar da liberdade
Nas nuvens do chorar da humanidade,
Ou sarça do Sinai,
Relâmpagos que ferem de desmaios
Revoluções, vós deles sois os raios
Escravos, esperai!”
Castro Alves
“A praça, a praça é do Povo!
Como o céu é do Condor!
É antro onde a liberdade
Cria a águia ao seu calor!”
Castro Alves
“Povo! Povo infeliz! Povo mártir eterno,
Tu és do cativeiro o Prometeu moderno...”
Castro Alves
“Não basta inda de dor, ó Deus terrível?!
É pois teu peito eterno, inexaurível
De vingança e rancor?
E que é que fiz, Senhor?
que torpe crime
Eu cometi jamais, que assim me oprime
Teu gladio vingador?”
Castro Alves
“A palavra, vós roubais-la
Dos lábios da multidão.
Dizeis, senhores, à lava:
Que não rompa do vulcão!”
Castro Alves
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