Há 14 frases de Augusto dos Anjos.

Escarrar de um abismo noutro abismo, Mandando ao Céu o fumo de um cigarro, Há mais filosofia neste escarro Do que em toda a moral do cristianismo!

Augusto dos Anjos

Cansado de chorar pelas estradas. Exausto de pisar mágoas pisadas. Hoje eu carrego a cruz das minhas dores.

Augusto dos Anjos

Para iludir a minha desgraça, estudo Intimamente sei que não me iludo!

Augusto dos Anjos

O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Augusto dos Anjos

Acostuma-te à lama que te espera! o homem, que, nesta terra miserável, mora, entra feras, sente inevitável necessidade de também ser fera.

Augusto dos Anjos

Falas de amor, e eu ouço tudo e calo! O amor na humanidade é uma mentira. É. E é por isto que na minha lira De amores fúteis poucas vezes falo.

Augusto dos Anjos

Ah! Dentro de toda a alma existe a prova de que a dor como um dardo se renova quando o prazer barbaramente a ataca...

Augusto dos Anjos

Que ninguém doma um coração de poeta!

Augusto dos Anjos

A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.

Augusto dos Anjos

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!

Augusto dos Anjos

Para onde fores, Pai, para onde fores, Irei também, trilhando as mesmas ruas... Tu, para amenizar as dores tuas, Eu, para amenizar as minhas dores!.

Augusto dos Anjos

Ambiciono que o idioma em que eu te falo Possam todas as línguas decliná-lo Possam todos os homens compreendê-lo.

Augusto dos Anjos

Provo que a mais alta expressão da dor Consiste essencialmente na alegria...

Augusto dos Anjos

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Augusto dos Anjos

Augusto dos Anjos

Biografia: Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos foi um poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano. Todavia, muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, preferem identificá-lo como pré-modernista, pois encontramos características nitidamente expressionistas em seus poemas.

Nascimento: 20 de Abril de 1884

Morte: 12 de Novembro de 1914