Frase de Ana Hatherly

Entre o frívolo e o trágico: a amargura do pioneiro. Depois de ter sofrido tantas humilhações por ser de vanguarda, quando chega à maturidade, o pioneiro vê os que vieram depois usufruir do que ele descobriu, ignorando-o. A consciência do real é um inútil oxímoro que morde.
(Ana Hatherly)

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O homem invisível é uma metáfora de todas as coisas impossíveis com que sonhamos: a felicidade, o amor, o saber que nos escapa. Entre o próximo e o longínquo está o prazer que se experimenta num instante supremo mas essa plenitude está fora do nosso campo visual.

(Ana Hatherly)

O amor ama as coisas difíceis, por isso quem ama vive num permanente estado de impaciência.

(Ana Hatherly)

A ideia de que o mundo é o reino da loucura é uma convicção muito arreigada. O louco, como out-sider, marginal supremo, é útil e portanto necessário. As qualidades do outro fazem parte da lista dos crimes essenciais.

(Ana Hatherly)

Algo está sempre a acontecer. Por isso escrevo. Escrevo porque algo aconteceu ou acontece. Escrever é isso, mas escrever é sobretudo produzir o acontecer.

(Ana Hatherly)