“O amor ama as coisas difíceis, por isso quem ama vive num permanente estado de impaciência.”
Ana Hatherly
“O amor ama as coisas difíceis, por isso quem ama vive num permanente estado de impaciência.”
Ana Hatherly
“A teimosa realidade. Na arqueologia da paisagem a viagem da escrita é abolição oblíqua, delírio provocado, lição de tentativa. Ao fim de tantos anos o desejo faz-se exílio.”
Ana Hatherly
“Penso no acto de escrever. O real é uma retrospectiva: registar recolher nomear esquecer. A mão obedece é uma bobina de seis pontas quando escreve. Esse é o mundo natural do escritor.”
Ana Hatherly
“Entre o frívolo e o trágico: a amargura do pioneiro. Depois de ter sofrido tantas humilhações por ser de vanguarda, quando chega à maturidade, o pioneiro vê os que vieram depois usufruir do que ele descobriu, ignorando-o. A consciência do real é um inútil oxímoro que morde.”
Ana Hatherly
“A observação do Outro: a diferença é o que nos une e separa. Quando o eu descobre o outro começa a guerrilha sem fim. O nó que se faz-desfaz. A escolha: o gelo da solidão ou a horrível queimadura da vida.”
Ana Hatherly
“A amizade é um sentimento de difícil definição. Na prática porém todos concordam que ela se traduz acima de tudo por serviços prestados.”
Ana Hatherly
“O homem invisível é uma metáfora de todas as coisas impossíveis com que sonhamos: a felicidade, o amor, o saber que nos escapa. Entre o próximo e o longínquo está o prazer que se experimenta num instante supremo mas essa plenitude está fora do nosso campo visual.”
Ana Hatherly
“Algo está sempre a acontecer. Por isso escrevo. Escrevo porque algo aconteceu ou acontece. Escrever é isso, mas escrever é sobretudo produzir o acontecer.”
Ana Hatherly
“Não medir a altura do sonho. Não medir a distância de um sorriso. Quando a espuma das ondas chega à areia qualquer coisa de irreversível acontece.”
Ana Hatherly
“O estatuto da realidade: descobrir esse doce exercício destrona a ascética parcimónia do pensar racional. Mais do que um mero crepúsculo, flexível ou determinado, o pensamento precisa de ilusão e assim a obra de arte abre-se em leque sobre o inventário do mundo.”
Ana Hatherly
“A ideia de que o mundo é o reino da loucura é uma convicção muito arreigada. O louco, como out-sider, marginal supremo, é útil e portanto necessário. As qualidades do outro fazem parte da lista dos crimes essenciais.”
Ana Hatherly
“Os grandes erros que se cometem na vida são erros recorrentes. É mesmo essa repetição o que nos define.”
Ana Hatherly