Frase de Affonso Romano de Sant'Anna

Sem o mito do amanhã não existiríamos.
Não fora o amanhã e secaríamos à beira dos caminhos, esboroaríamos como um cascalho no deserto.
O amanhã é que fermenta o hoje, que fermenta o ontem.
(Affonso Romano de Sant'Anna)

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Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma, completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente. Mentem sobretudo, impunemente. (...) E de tanto mentir tão bravamente, constroem um país de mentira - diariamente.

(Affonso Romano de Sant'Anna)

Silêncio Amoroso Preciso do teu silêncio cúmplice sobre minhas falhas. Não fale. Um sopro, a menor vogal pode me desamparar. E se eu abrir a boca minha alma vai rachar. O silêncio, aprendo, pode construir. É um modo denso/tenso - de coexistir. Calar, às vezes, é fina forma de amar.

(Affonso Romano de Sant'Anna)

Debaixo de minha mesa tem sempre um cão faminto -que me alimenta a tristeza... Debaixo de minha pele alguém me olha esquisito -pensando que sou ele. Debaixo de minha escrita há sangue em lugar de tinta -e alguém calado que grita.

(Affonso Romano de Sant'Anna)

Deixa que eu te ame em silêncio Não pergunte, não se explique, deixe que nossas línguas se toquem, e as bocas e a pele falem seus líquidos desejos. Deixa que eu te ame sem palavras a não ser aquelas que na lembrança ficarão pulsando para sempre como se o amor e a vida fosse um discurso de impronunciáveis emoções.

(Affonso Romano de Sant'Anna)