“Luisa queria mostrar-me uma passagem no livro que lia. Curvou-se. Não me contive e dei-lhe dois beijos no cachaço. Ela ergueu-se, indignada:
-O senhor é doido? Que ousadia é essa? Eu...
Não pôde continuar. Dos olhos, que deitavam faíscas, saltaram lágrimas. Desesperadamente perturbado, gaguejei tremendo:
-Perdoe, minha senhora. Foi uma doidice.”
(Graciliano Ramos)