“Todas as casas onde há livros e quadros e discos são bonitas. E são feias todas as casas, por mais luxuosas, onde faltem essas coisas.”
Eugénio de Andrade
“Todas as casas onde há livros e quadros e discos são bonitas. E são feias todas as casas, por mais luxuosas, onde faltem essas coisas.”
Eugénio de Andrade
“Procura a maravilha. Onde um beijo sabe a barcos e bruma. No brilho redondo e jovem dos joelhos. Na noite inclinada de melancolia. Procura. Procura a maravilha.”
Eugénio de Andrade
“As palavras são a nossa condenação. Com palavras se ama, com palavras se odeia. E, suprema irrisão, ama-se e odeia-se com as mesmas palavras!”
Eugénio de Andrade
“Não há arte sem tradição, mesmo a transgressão já tem a sua.”
Eugénio de Andrade
“Eu nem sequer gosto de escrever, Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida.”
Eugénio de Andrade
“Sei que o poema é qualquer coisa que nos transforma. O poeta sonha sempre transformar o homem, mudar a vida.”
Eugénio de Andrade
“Ser poeta também é isso, essa inabilidade para o mundo do lucro e da usura.”
Eugénio de Andrade
“É na nossa poesia que se encontra isso que os políticos tão afanosamente buscam: a nossa identidade.”
Eugénio de Andrade
“Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça.”
Eugénio de Andrade
“O poeta é incapaz de conter um segredo, acaba sempre por dizer no poema aquilo que queria guardar só para si.”
Eugénio de Andrade
“A arte da poesia requer uma aguda consciência do idioma, e isso é ocupação que baste a uma vida inteira.”
Eugénio de Andrade
“Nem sempre os livros de que as crianças gostam foram escritos para elas, e os livros que em sua intenção se escrevem raramente interessam às crianças ou aos adultos. As crianças merecem mais que poesia requentada.”
Eugénio de Andrade
“A boca, onde o fogo de um verão muito antigo cintila. O que pode uma boca esperar senão outra boca?”
Eugénio de Andrade
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