“Quase desperdício. Moscas sobre caquis podres Só o sapo come.”
Anibal Beça
“Quase desperdício. Moscas sobre caquis podres Só o sapo come.”
Anibal Beça
“Céu de primavera. Nas açucenas floridas dura mais o orvalho.”
Anibal Beça
“Menino amuado quem te deu tamanho bico foi o tico-tico?”
Anibal Beça
“Sobe a piracema - ano que vem outros peixes nadarão de novo.”
Anibal Beça
“Na noite de inverno o frio não é só no corpo: as tábuas estalam.”
Anibal Beça
“No ocaso do outono só o carrapicho gruda na velha calça...”
Anibal Beça
“A cigarra canta o anúncio de sua morte - formigas na contra-dança.”
Anibal Beça
“Sozinho na casa. Lá fora o canto das cigarras. Ah se não fossem elas...”
Anibal Beça
“Nos gestos da mão baila a brasa do cigarro: pisca o pirilampo.”
Anibal Beça
“Rio na piracema, peixes pulam nas canoas: mendigos alegres.”
Anibal Beça
“Folha de jornal vem no vento ao meu pescoço; cachecol de letras.”
Anibal Beça
“Bem que me agasalho. Galhos sem folhas lá fora parecem ter frio.”
Anibal Beça
“Sol no girassol. Sombra desenha outra flor no corpo dourado.”
Anibal Beça
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